"À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Mostrar mensagens com a etiqueta Évora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Évora. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quando a saudade aperta...

Um dia ela escreveu:

"No fundo, no fundo, por mais capas que tenhas, por mais forte que pareças, és apenas uma menina cheia de sonhos, com um pé aqui e outro lá, com vontade de seres mais que uma e estar em todo o lado e com todos que te chamam...

Sempre que te sentires perdida, agarra no telemóvel e dá-me um toque!"

                                                                                                            S

E eu tenho vontade de lhe dar um toque, mais do que um toque, tenho sempre imensa vontade de falar com ela, não porque me sinta perdida, que não sinto, mas simplesmente para falar com ela. Com eles. Aquele grupo sempre junto dentro e fora de aulas.
Que estudava junto, almoçava junto, jantava junto, passava fins-de-semana junto, quase vivia junto, e agora depois de dois anos cada um está em seu lado, com a intenção de ligar mas a acção fica sempre por realizar. O tempo. As nossas vidas. O tempo. Sim, o tempo é nosso inimigo.
Eu queria ainda estar naqueles dias de sofá a ver qualquer coisa parva na televisão, ou simplesmente de conversa, com o sol a bater nas janelas e a entrar por aquela sala enorme adentro.
Queria voltar. Queria tê-los ao pé de mim e estar a um simples toque de campainha para os visitar.
O tempo corre. E nós temos que nos separar.
Não há dia que não olhe para aquela caixa cheia de recordações, para aquela garrafa de vinho toda escrita, para as fotografias espalhadas. Tenho tantas mas tantas saudades do código do instante decisivo e da amizade sincera.
Só o saber que estão bem me consegue confortar nestes grandes momentos de saudade e nostalgia.

Quer seja aqui, no Barreiro, em Lisboa, em Elvas, em Inglaterra ou em Luanda,
E sempre em boa companhia...

Não sei se são as sementes
Que deixamos na terra
Plantadas ontem
Fizeram um caminho
Que começamos hoje a trilhar
Em direcção ao infinito
Já não me preocupa mais o tempo



Com saudade,
Sara




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Alentejo di mi alma :)

quando lhe dá na cabeça as suas mudanças de humor:


e dos bons almoços com ela :)


Foi assim quinta-feira passada...
um céu ora escuro ora com sol, que obriga a meter óculos de sol por momentos e de seguida tirar...
uma troca de mensagens e um almoço tardio mas espectacular :)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

24 de Agosto

Fez na sexta-feira, dia 24, um ano que iniciei mais uma etapa.
Fez um ano que nos encontrámos os três com respectivas famílias no aeroporto para vivermos durante alguns meses num país desconhecido, numa língua desconhecida, numa Universidade desconhecida... tínhamos a nosso favor o inglês e a amizade que nos unia e nos fez abraçar o projecto com toda a força. Tínhamos um país por descobrir e tal como dizia a professora Margarida "a Europa vai abanar"...

Éramos três e embora a meio tenhamos ficado sem um elemento a amizade não se foi, a experiência ficou, aqueles meses ficaram.

Continuamos cheios de planos e com o Mundo pela frente :)
Obrigada por fazerem parte de tudo isto.
na partida :)

Live it!

as resistentes nos seus passeios suecos!


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Memories...Oração à Coluna Maldita

Hoje precisei de procurar o meu primeiro bloco, daqueles sem ser das aulas...este iniciou a sua vida no Interrail em 2008. Foi-me oferecido pela minha Tia nos anos, 4 dias antes de seguir viagem :) e tinha na sua capa "Diário" que eu acrescentei "da Sara"...só para se perceber que era mesmo meu.
Adiante, o bloco fez interrail, voltou e já passou por muito, hoje já completo e com 4 anos na sua lombada enrugada e capa meio desfeita guarda resultados de jogos de cartas, feitos no interrail e nas férias Portugal Norte a Sul by Sara e Inês 2009, guarda reuniões da Associação, do Conselho de Notáveis, guarda apontamentos de projectos e cursos fora da Universidade, mas também tem pelo meio mil papéis..que o fazem ficar grande e gordinho...hoje dei a volta a esses papéis...o diário da Sara sofreu uma dieta...mal abri este achei que teria direito de publicação aqui e claro ser misericodiosamente guardado, ora relembrem  (os que conhecem) e aprendam (aqueles que não sabem) a oração à Coluna Maldita, conhecida por mim em Setembro de 2006, ensinada em 2008 por mim e pela minha turma (e todos aqueles que praxaram em 2008 na Universidade de Évora), leiam isto com entoação se faz favor, nada de ridicularizar tão prestigiada oração:

"Nós bichos feios e imundos,
estamos aqui ó grande Coluna Maldita
para te pedir protecção e resguardo.
Em nome dos vinte anos que passaremos a tirar o curso..
a gastar dinheiro aos pais
e a beber que nem uns alarves!

Roga por nós
e pelos maravilhosos, sábios e excelente Estudantes
que tanto nos têm ensinado.
São eles que enchem os nossos dias de esperança
É neles que reside a nossa fé!

E que nas horas mais complicadas
em que nem o WC nos safa
Protege-nos Coluna Maldita
de todo o mal alheio,
das influências nefastas de colegas e professores.
E guia-nos
em direcção ao recreio e à rambóia!!!

Assim nos despedimos
deixando esta prece
Não esquecendo o orgulho
de pertencer a Arquitectura Paisagista
o melhor curso, com magníficos Estudantes e bichos nojentos."


Claro que todos os cursos deveria usar esta na íntegra, mas têm tendência para alterar ali a parte da Arquitectura Paisagista...não percebo porquê, está mais que provado que é o melhor curso.
Bem, e depois deste momento de recordações isto é realmente uma oração e pêras...bons tempos :)

terça-feira, 10 de julho de 2012

The good things :)

Noites de café ao fim da conversa quase toda posta em dia...o jogo xD
As noites só naquele jogo, como se não importasse mais nada...
STOP!

:)

As tardes de caracóis, a conversa e caracóis, queixas de exames...mas agora já não há exames...nem o jogo, nem a conversa...vai haver...que daqui por uns tempos estamos de volta ao fim-de-semana tradicional :)

STOP!


:)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um volto já!

aqui a pessoa não aparece porque estava a tirar a fotografia :)

Chegou. Chegou a altura que já não nos vemos todos os dias, nem todas as semanas, às vezes já nem todos os meses. Apesar de manter o contato sempre que posso, tenho pena. E tenho acima de tudo saudades… saudades das mini-viagens programadas em cima do joelho à última hora, saudades das mudanças de um colchão em plena praça do Giraldo, dos jantares caseiros não programados…dos programados também, dos lanches, do encontro para ver os óscares, os ídolos ou simplesmente para ver um filme em noites que não se tinha nada para fazer, que não apetecia fazer nada se não mantas e convívio. Tenho saudades dos lanches depois das aulas, do estudo e trabalho em casa, mais brincadeira mas vamos continuar a achar que era estudo. Das passagens de ano e da nossa habilidade em meter 20 pessoas num T1. Dos cozinhados em grupo. Das petiscadas. Dos projetos e mil ideias que tínhamos para quando deixássemos Évora. Eu acredito que não abortámos esses projetos…apenas os adiámos. Por tempo indefinido. Acredito que ainda os iremos concretizar, que ainda nos iremos encontrar todos e todos os dias. Acredito que o que foi ainda volta a ser. Mesmo que breve ou então mesmo para sempre.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lista E


O nosso sangue mudou de vermelho para verde. Corre dentro de nós. Somos os Shrek's =D

Campanha limpa para todos, não é contra-campanha...! Acusações inúteis deixem-nas em casa!

AAUÉ #1


Um dia alguém veio ter comigo e me perguntou se queria fazer parte da Associação Académica da Universidade de Évora. Eu tinha dois anos de Universidade, um Mundo pela frente e mil coisas em que pensar, mas ainda hoje não é o facto de ter a agenda cheia que faz dizer um não, e após perguntar para quê, o que iria fazer, etc etc, aceitei. 
Sei bem quem me meteu o espírito da AAUÉ que hoje tenho comigo. Elas fizeram o seu bom trabalho comigo durante uma semana de queima das fitas na equipa do catering, encarregue do backstage. Sei que vejo essa semana de forma diferente muito por causa delas: Carla, Fia, Helena, Ana Paula e Guida, um ano mais tarde juntou-se a Catarina e a Margarida, e o ano passado a Joana.
Engraçado quando o ano passado me falaram de voltar para a mesma equipa, a conversa foi "vá aceita...tu não vives sem aquilo! É o vosso modo de vida na queima." E este amigo tem toda a razão, é realmente um modo de vida, a minha queima não começa as 16h e termina às 6h. A minha queima começa as 10h e acaba às 7h, entre mil e uma coisas por fazer, não me lembro de ter mais do que uma hora morta durante o dia, mas ainda assim ser passada entre todos, e passar-se bastante bem.
Trabalhamos que nos fartamos e a única recompensa que temos é o alívio de quando as coisas terminam, é o convívio, e são os episódios memoráveis que ficam.
E, como tudo na vida, esta família renova-se, uns vão embora, outros ficam por mais uns tempos...a amizade permanece, o modo de vida relembra-se com saudade.
Tenho nomes gravados em mim graças à AAUÉ, de pessoas que me fizeram chegar ao limite das minhas capacidades, de enfrentar situações e pessoas que nunca imaginei ter que responder/ impor-me/ enfrentar.
Até hoje tive o melhor coordenador do Mundo na queima 2010, na mesma queima tive um Vice-presidente que me incutiu provavelmente o maior espírito de responsabilidade, que me ensinou a temperar melhor o mau-feitio nas situações de maior responsabilidade e a aceitar as coisas fora do meu jeito.
O ano passado conheci uma equipa fantástica que fez o que muitos classificaram por "impossível", e não tenho um ou dois nomes, tenho todos guardados.
Mas, infelizmente, os mandatos terem a duração de um ano é algo ingrato, andamos a trabalhar e a dar tudo por tudo e temos apenas um ano para o demonstrar, não se pense que seja fácil, "não se esperam facilidades", espera-se trabalho (e foi visto!), espera-se empenho (não houve razões de queixa!), espera-se coordenação (mais do que muita!)...espera-se sempre muito, isso é coisa que nos vale.

Este ano, mais uma vez, a equipa renova-se, eu não estou nem a metade do que queria estar dentro do projecto, há uma altura que simplesmente já não é a nossa altura...não quer dizer que não faça parte, faço e com o maior orgulho de sempre! Tenciono dar todo o apoio que estes 3000 km's permitem, tenciono ajudar em tudo o que for possível, e no fim basta-me o de sempre "obrigada", não, nós não recebemos mais nada em troca...apesar de achar que o reitor o ano passado quase nos queria pagar ordenado (Era muito bem-vindo!), mas não temos mais do que uma simples palavra que vale mais muito mais do que mentes minúsculas alguma vez vão perceber, porque pura e simplesmente não alcançam o significado de cooperação, apoio, união e de trabalho e suor que não seja para benefício próprio.

Um grande obrigada a todos aqueles que me trouxeram o bichinho da AAUÉ, que passaram, que ficaram, que me ajudaram e que pediram ajuda. Um obrigada por fazerem do trabalho um momento tão memorável e tantas vezes de chorar a rir. Por fazerem disto o meu espírito e o meu modo de vida (que em breve irei ter que reformular).
Obrigada por fazerem parte disto, e fazerem parte de mim!


"É uma União que se vê, sente e até se ouve!"
- por mim em --» http://palavras-repetidas.blogspot.com/2011/01/mais-do-que-uma-equipa-e-uma-familia.html

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1 de Novembro!

Faz hoje 4 anos que o meu padrinho se encontrou comigo e com a Mónica em casa dela, e nos traçou a capa...

Faz hoje 2 anos que eu tracei a capa ao Miguel e à Marta, os meus M&M's afilhados!





Faz hoje 3 anos que eu não passo o 1 de Novembro com a minha turma ou com o meu curso. São opções e não me arrependo de as ter feito. Mas tenho a certeza que se este ano estivesse em Évora, com tudo o que poderia acontecer no meu habitual 1 de Novembro, eu iria passar este dia neste ano com eles.

Hoje são eles que chegam atrasados...hoje são eles que brincam com os afilhados por estarem nervosos da primeira vez que trajam, e como é difícil encontrar o modo para prender a capa no ombro e aguentar-se traçada o máximo tempo possível.

Ser padrinho/madrinha não diria que seja uma tarefa fácil, mas enche-nos de orgulho. 
Há quem os procure durante o mês e meio de praxe e depois se borrife para eles, os emblemas na capa é que contam. Eu não os procurei, praxei-os e nunca alguém me poderá dizer o que escrevo aqui acerca dos emblemas, porque por opção (lógica na altura) não tenho símbolos na capa. "Capa Negra é Capa Negra"

Eu tenho, sem dúvida, todo o carinho e amizade pelos meus afilhados, alegra-me vê-los completar mais uma etapa da vida académica, alegra-me que gostem tanto disto como eu, alegra-me ver o crescimento deles, enquanto pessoas e enquanto estudantes da nossa Universidade. Desde que fazem parte da minha vida que conto com eles em todos os momentos importantes, estiveram na minha queima das fitas o dia todo, e eu estive na do Miguel, assim como conto estar na da Marta quando for altura, estiveram sempre disponíveis com um simples telefonema assim como eu espero sempre que continuem a ligar e a pedir quando precisam.

E tenho a certeza que sairão óptimas pessoas e óptimos profissionais.
Que tenham um dia espectacular, que o aproveitem ao máximo junto da família que cresce todos os anos!

Mil beijinhos!
*

domingo, 16 de outubro de 2011

As praxes...

Então, e o senhor Reitor nunca foi praxado? Nunca sentiu na pele o escorrer do suor dum final de dia de praxe? Não me diga que nunca lhe deram um berro… Pois, grande sorte a sua! Menos sorte tive eu… E, era bem pequena. Foi a minha mãe. Não! Foi o meu pai. Bem, para dizer a verdade, não me lembro bem. Ralhavam comigo só porque fazia asneiras ou só porque não lhes obedecia. Pais maus, os meus!     Numa coisa tenho que concordar consigo, senhor Reitor, há por aí pessoas a quem não se lhes devia dar, sequer, o direito de gritar de tão agudas que as suas vozes são. Essa, sim! Essa é a verdadeira tortura!
     Mais lhe digo, malditas as flexões que fiz durante as aulas de educação física! Então não é que, as danadas, me ajudaram a fazer todas as que os meus engenheiros me mandaram fazer durante as praxes… Malditas! Malditas! Malditas! Não sei se sou a mesma depois disso...
     Para que raio servem as praxes? Sim, senhor Reitor, para que raio servem as praxes? Tortura pura! Tortura imposta por uns quantos energúmenos que, só por terem mais matrículas do que os caloiros se acham superiores. Malvados! Só porque têm mais experiência, mais sabedoria, melhor conhecimento acerca das pedras desse caminho, a que se dá o nome de percurso académico, acham-se superiores… Malvados! Pois é, constou-me que, esses animais que andam por aí a praxar são capazes de coisas como colocar os caloiros em fila, dar-lhes a perceber que a vida é feita de hierarquias que às vezes os obrigam a engolir sapos, calar, olhar para o chão e não ter possibilidade de sair quando, na verdade, seria essa a sua vontade. Então, e quando os colocam a cantar em coro o hino de curso? Conseguem ser tão chatos que, mesmo quando já os caloiros o sabem de cor e salteado, são capazes de os obrigar a treinar outra vez. Estava a ver se me ocorria o nome a que se chama isso… Já sei! Persistência e perfecionismo. Malvados! Isso não se ensina a ninguém…
     Continuo sem perceber para que servem as praxes… Os caloiros nem sequer se podem rir. Vá, se calhar podem. Riem-se e, lá são outra vez repreendidos. Eu, que sou eu, acho bem! É para aprenderem que, quando o assunto é sério, não se brinca. E, sejamos francos, o estudo é um caso sério. Para dizer a verdade, e aqui que ninguém nos ouve, o que mais falta neste país são pessoas assim. Pessoas incapazes de perceber que há situações na vida com as quais não se deve brincar, nem mesmo quando se está a brincar. Até para brincar, às vezes, é preciso ser-se sério.
     Mas continuando com a temática em questão, para que servem as praxes, senhor Reitor? Não me explica? De verdade, sei pouco dessas coisas… até porque, só cheguei a cardeal.  Calma! Calma! Calma! Pode parar já por aí. Não lhe admito que faça juízos de valor sobre a minha pessoa. Afinal de contas, o senhor não me conhece. Cheguei a cardeal porque sim. Do alto do seu cargo, já devia saber que vidas são vidas e que, as vidas não são todas iguais. De pessoa para pessoa, não acha que fazer pré-julgamento e preconceito está fora de moda? Valham-nos os praxantes e praxados de Design, Markting e Moda nesta questão! Ou serão os de Sociologia? Olhe, chame-se uns de Engenharia para ver se dão saída ao projecto destes Arquitetos. Mas, esteja descansado… Se alguém houver que não entenda esta língua, que os praxantes usam, temos sempre os caloiros de Línguas para nos safar. E, se não, nada que um de Enfermagem, em conjunto com um de Medicina, não esteja capaz de tratar. No final, o que tem que reinar é paz na academia.
     O que os praxantes, no fundo, tentam retratar é o mundo cão que está para lá dos limites da nossa tão estimada academia. E, acautele-se, senhor Reitor, porque dias piores virão e, não falo de praxes. Falo-lhe do estado da economia mundial. Isto está negro. Tão negro quanto as capas que trajam os seus alunos. Esses alunos, digo, animais, que pagam propinas a cada ano que passa.
    Temos que ser duros, senhor Reitor! Temos que ser duros… Diga-me, sinceramente, quem vai preparar estes jovens para os tempos que se avizinham? Os professores? Os pais, que teimam em levantar as suas vozes contra esses animais que praxam os seus filhos? Afinal, quem vai preparar os jovens para não caírem em estado depressivo de cada vez que lhe forem fechadas portas? Quem os prepara para a falta de auto-estima, de que vão sofrer, quando se aperceberem que um novo tipo de escravidão está por aí a instalar-se? Diga-me, senhor Reitor! Diga-me!
     Está na praxe quem quer. Ninguém é obrigado a estar na praxe. Mas, também lhe digo, só saberá o quão interessante é passar por essa experiência quem, de facto, por ela passar.
     Antes de terminar, senhor Reitor, deixe-me dizer-lhe o que eu apreendi ser a praxe. Praxe é uma forma de criar laços e de integração – que, quer se queira quer não, em cursos com elevado número de alunos a cada ano – ou vagas –, adicionando todos os outros que estão dispersos pelos anos seguintes, é complicado. Na praxe aprende-se a não desistir à primeira dificuldade, aprende-se a ser persistente, aprende-se a ser assertivo, aprende-se a cooperar, aprende-se a respeitar, aprende-se um conjunto de coisas que só com o decorrer de uma vida teríamos possibilidade de aprender, caso não passássemos por esta etapa. Praxantes há que, fazem questão de que os caloiros se dediquem a relembrar conceitos que, até então estavam guardados no baú de memórias que, lhes serão necessários no decorrer dos seus percursos académicos. Mas, mais do que tudo, a praxe serve para aprender a errar. E, com os erros aprende-se muito, senhor Reitor.
    Senhor Reitor, a praxe serve para que os pais aprendam que os seus filhos já têm idade para levar pancada da vida, sem que eles tenham que sair em sua defesa. A praxe serve para que os caloiros sejam capazes de se desenvencilhar das mais diversas situações. A praxe serve para criar ratos. E, digo ratos no sentido de esperteza. Sabe, senhor Reitor, por mais que a escola nos ensine – e, ensina, com toda a certeza –, nada nos prepara melhor do que a escola da vida. E, veja lá que, a essa, nem sequer é preciso pagar propinas.

     Nota final para descansar os pais mais preocupados: Ando na vida académica há 8 anos – não são meia dúzia de meses – e, NUNCA mas NUNCA ninguém me obrigou – ou eu obriguei enquanto praxante – ninguém a fumar ou a beber. Posso até garantir-lhes que quando saía à noite e os meus colegas me diziam para beber um copo, nunca o bebi. E, sabem porquê? Porque não bebo. Nunca me deixei levar por isso. Sabem porquê? Porque tenho as minhas convicções. Mas, isso, não se aprende na praxe. Revejam-se os valores familiares.

Publicado pela Tátia Mano em:
http://www.facebook.com/notes/t%C3%A1tia-mano/para-que-raio-servem-as-praxes/10150356813639704

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

coisas...

"Apesar do ridículo cartaz de Recepção ao Caloiro que tivemos este ano, uma pessoa ainda se tenta convencer que vai valer a pena a compra da pulseira nem que seja para não dar mais dinheirinho sempre aos mesmos, porque ao que parece acabamos sempre a noite no recinto.
Por muito que o “pessoal” se embebede e "curta milhões" nunca se esquece ou tem uma certa ideia do que ouve na noite anterior, portanto não somos parvos e percebemos que tivemos as primeiras três noites a grande presença do mesmo "artista" (o mesmo que quase não falha os arraiais desta universidade).
Agradeço a perfeita palhaçada apresentada na ultima noite, foi como a "cereja no topo do bolo", desde o e-mail enviado anteriormente relativamente as eleições dos Miss e Mister Caloiro, como o acontecimento em si ( a melhor maneira de assassinar o pouco espírito académico que restava), como a banda deveras conhecida e que cativou a presença de tanta gente, sem me puder esquecer do obsequio de finalmente acharem que o “pessoal” afinal merece a presença de dj em vez de (mais) artistas pimbas depois dos espectáculos em si muito ricos em qualidade musical e cultural.
Continuo a adorar como certos membros pertencentes á nossa muy ilustre academia, ou seja, supostas pessoas como nos estudantes da mesma, ainda se apresentarem como “seres superiores”.
Por ultimo e igualmente importante, agradeço ainda o magnifico atestado de burrice que nos foi passado a todos nós que ainda acreditamos no lema “Uma associação de estudantes para estudantes”, bem como na qualidade nas festividades académicas da Universidade de Évora.
Ah por último e carregado de toda a importância histórica e social, agradeço com todas as minhas forças e mais algumas o facto de ainda existir Liberdade de Expressão, pelo menos em todo o lado com excepção no mural da própria Associação Académica da Universidade de Évora."

Não sou cá de coisas e é provavelmente a primeira vez que faço isto aqui...mas parece-me que se quer muito e faz-me bastante pouco ou nada mesmo...
Desde o comentário que o caché de Quim é uma coisa baixa...meus senhores...talvez se devessem informar um bocadinho melhor, em 1º lugar o senhor Joaquim não pede o mesmo dinheiro por actuar numa Recepção ou num baile da aldeia, é normal que suba no primeiro caso (para terem uma noção Xutos e Pontapés vão de borla a Setúbal, e pedem o dobro em Coimbra daquilo que recebem em Lisboa).
A recepção ao caloiro sempre foi caracterizada por ter um cartaz mais "fraco" e mais pimba do que a Queima das Fitas...e não tomemos como exemplo a  Festa das Latas em Coimbra ou o Mega Arraial do Caloiro em Lisboa. Presenciem por exemplo as duas festividades na cidade de Coimbra e deixem aqui um comentário sobre qual dos dois mete mais pessoas, qual dos dois tem mais gastos, qual envolve mais preparação e organização. Porque vos vão responder, tal como me responderam a mim várias vezes "o pessoal ouve falar na Queima das Fitas daqui mas a queima só tem é nome, nós fazemos é a festa das Latas". Pois, para nós sempre foi ao contrário...Évora sempre tentou dar o melhor na Queima das Fitas, do que na recepção, e agradeçam nestes anos que passaram terem havido concertos, lembro-me de ser bicho e a minha recepção ao caloiro ser um arraial...fora o cancelamento de um dos dias e ter passado para Março...
Ainda outra coisa quando falamos em acontecimentos tristes e provavelmente nem nos apercebemos do que está realmente a acontecer de triste, pois o que resta da tradição académica não será assassinado por um email mas vai sendo degradado aos poucos se as mentalidades não acompanharem os novos tempos e permanecerem na ideia de que o que foi até agora vai-se manter por largos e longos anos...pois não vai...e devemos ser todos capazes de acompanhar as mudanças, devemos ser capazes de manter a posição que sempre tivemos mas de assumir os problemas que a geração têm, que a academia tem, "devemos ser mais e melhores cada dia" não cabeças duras!
Será possível querer-se novos estilos musicais, novos nomes de música, e a seguir criticar porque a banda não tem nome? Porque a banda precisa de eventos pequenos como este para ir ganhando nome...caso contrário assistimos ao que se tem vindo a passar até aqui..."sempre as mesmas escolhas musicais".
São os meros pensamentos de alguém que está a 3000km e que assiste a isto de longe...
Por favor, levem para a frente sim senhor, mas mudem o vocabulário...caso não se tenham dado conta há expressões que "apanhamos" uns dos outros, para mim tornam-se incomodativas, não pelo seu conteúdo mas porque sou adepta da criatividade, liberdade de expressão e sentido de humor, e tenho a certeza que quem concordar comigo não usará expressões vindas de "seres superiores" ou até mesmo dos melhores companheiros.
Temo por vezes que a minha bestice tenha vindo a aumentar, mas tenho sorte porque ainda a culpam pelas minhas "companhias"...que é chato é...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

...

Às vezes apetecia-me dizer tanto mal da Universidade de Évora...
requisitos para se trabalhar nos serviços académico (e alguns departamentos): Incompetência...

bravo...escolheram-os a dedo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ela é presença constante....

Um dia a Soraia voltou a Évora, após a temporada Sueca de seis meses e disse-me "já tinha saudades deste amarelo do Alentejo!"
...
e eu respondi-lhe "Ah não me gozes, ninguém sente falta disso!"

Agora percebo o que dizias ;)
*

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

simples e directo ;) nada de inteligência,

Toda a gente tem um amigo ao estilo Cabeça.
É aquele que está lá, apesar de reclamar muito.
É aquele que tem sempre qualquer coisa para dizer, mesmo que estupidez (na maior parte das vezes).
É aquele que me diz "É preciso ser-se muito inteligente para conseguir perceber o teu blogue!".
É aquela pessoa muita preguiçosa mas que pelo menos se levanta para atender o telefone ou abrir a porta a qualquer hora.
É a minha companhia para festas.
É a minha companhia para ir às compras e para ver pessoas.
É péssimo em trabalhos de grupo.
É muita comichoso e acha que vai sair sempre tudo à maneira dele...mas a meio caminho muda de opinião e aceita, e já não é tudo linear e à maneira dele.
É um dos companheiros de viagem à Suécia, é um grande amigo...é O amigo.
É aquele amigo que toda a gente quer ter e devia ter.
Posso ser muito azarada, mas nisso tenho sorte, já tenho esse amigo comigo.
E tenho a certeza que se alguma vez alguma coisa correr mal ou menos bem ele não desiste de mim, ele não me acusa de ser um caso perdido, ele não vira as costas...
Provavelmente dá-me dois estalos e diz-me para acordar para vida!

Obrigada pelo apoio...e por tudo Cabeçadas ;)
*



domingo, 31 de julho de 2011

Como meter 5 anos dentro de um quarto...

É este o cenário que se vive neste quarto.
Após descarregar três carros...uma vida.
De momento já se contam menos dois sacos =)
até ao fim da semana o assunto estará arrumadinho!

Que sirva para, pelo menos, me manter ocupada.

sábado, 30 de julho de 2011

e assim foi...





Foi hoje...
Foi a despedida...
Foi um Até já, foi um até já sem saber quando é o "já".
Foi um até já desejando que o "já" fosse já amanhã.

Porque podem não ter sido fulcrais mas pertenceram à lista de contras. Foram um dos motivos que me dava a mim mesma para não ir...
mas os prós ganharam.
A jornada inicia-se amanhã com a partida de Évora. O primeiro passo.

O nó no estômago não se desfaz nem por nada.
Tem mesmo que ser?

*

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Das coisas boas...

O desenho da Catarina que ainda escreve em espelho

Se há coisas que nos fazem um sorriso na cara até naqueles dias péssimos...é isto...a inocência de criança.
Ali existem 53 inocentes, que brincam comigo nos dias bons, que me aturam nos dias terríveis e que dão desenhos só porque lhes apetece, fazem as coisas quando lhes apetece...
Às vezes baralho-me e penso que aos 22 ainda podem ter direito a parte dessa inocência... ainda assim, nessas vezes, é preciso um abrir de olhos que diga que não...não podemos ser inocentes, e não podemos fechar os olhos, com pena que este papão que é a nossa sociedade nos coma.

domingo, 26 de junho de 2011

II Torneio S.João, Évora


O Grupo Desportivo Diana organiza pelo segundo ano o Torneio de Patinagem Artística S.João!
Vamos divulgar e apoiar a patinagem.

Taça Alentejo

Correu lindamente!
Ainda não há fotos mas as crianças estiveram bem à altura...e ainda bem...
2º, 5º e 6º lugar é um óptimo resultado =)

Obrigada a eles por tornarem tudo isto possível.
Obrigada por todo o apoio, de onde quer que ele tenha vindo...

A hora de despedir está cada vez mais perto e eu incapaz de o fazer...=X

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Grupus estudiosum!

O boneco bolacha surgiu em 2006 numa noite de trabalho como está a ser o dia de hoje ;)
Já lá vão umas semanas desde a primeira tentativa de grupo de estudo, em que percebemos que não devia dar grande resultado, visto que cada uma com o seu trabalho para fazer, apenas conseguimos ver vídeos e coisas estúpidas na net durante uma noite inteira. Meteu-se a queima pelo meio, e o grupo de estudo passou a ser grupo de escrever fitas, aí até resultou bem.
Hoje decidimos voltar à mesma ideia, era suposto ter tido início às 10h da manhã, mas por motivos de preguiça (meus e Melany) e de ressaca (Ingrid), começou às 15h.
Até agora período de pesquisas e estruturações de trabalhos, mas tudo a correr bem, intervalos para a socialização e recreio xD
Ainda nos faltam alguns elementos chegarem, mas com o balanço que estamos, tem tudo para correr bem ;)

Só porque é tudo mais fácil em grupus!
*