"À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Este blog pede do fundo do coração...

Este blog pede do mais fundo do coração a ajuda de todos para a situação que partilho aqui.
Metendo de lado aquilo em que cada um acredita, aquilo que cada um defende ou idolatra, este caso não é soube touradas e aficionados. Este caso é sobre um médico que devia deixar de exercer a sua profissão, dar lugar a alguém que saiba realmente fazê-lo.
Sou contra incompetência e mais ainda incompetência nos altos quadros da nossa sociedade, como é o caso da medicina. É um exagero aquilo que um médico recebe, sim, acho exagerado mesmo sabendo que salvam vidas, acho exagerado porque existem profissões que também envolvem outras vidas e são perigosas, bombeiros por exemplo que recebem nem metade do ordenado de um médico, isto só como exemplo.

Podia ser só uma partilha e ficar por aqui, mas trata-se de um amigo muito querido e por quem tenho muito carinho, e por isso ter conhecimento destas coisas assim ainda custe mais.
No Sábado o Armando fez uma fractura exposta do terço inferior da perna direita durante uma corrida, deu entrada no Hospital do Espírito Santo de Évora, transportado pelos bombeiros. Quando chegou o médico ortopedista de serviço não quis operar dizendo para ser chamado um outro médico que esse sim era aficionado e decidiu que a fractura exposta a um sábado não era grave, agendando a operação para quarta-feira.
Ontem, acabou por ser chamado um ortopedista devido ao aumento das dores, o ortopedista chamou de imediato cirurgião e solicitou operação com urgência, no final foi dito aos familiares que caso se tivesse esperado por quarta-feira, a perna provavelmente teria que ser amputada...
Calha mal no estômago de qualquer um receber esta notícia, conhecido ou desconhecido...
Ao médico de serviço no sábado desejo-lhe as melhoras para a sua incompetência, falta de civismo e profissionalismo. Desejo outro monte de coisas que não poderei escrever aqui porque a minha boa educação não me permite, mas permite-me pensá-las. 
À família do Galinhas, e à Filipa deixo aqui todo o meu apoio e amizade, muita força.
A quem aqui passa deixo um pedido para assinarem esta petição http://www.causes.com/actions/1685159 contra a negligência deste médico, sejam ou não a favor das touradas, não é isso que está em causa...pode este médico não gostar de alguma outra coisa e recusar-se novamente a estragar o seu fim-de-semana.
Está em causa que os balúrdios que este atrasado mental recebe também sai dos nossos bolsos, e recebe para se recusar a atender quem não faz parte das mesmas ideologias que ele. 

Fica este pedido, a quem possa dar o seu nome por esta causa.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Querido Correio da Manhã...

Já não é a primeira vez que aqui demonstro a minha aversão ao Correio da Manhã. Podem tentar estar sempre em cima dos acontecimentos e ter sempre notícias novas, mas metade delas nem as considero notícias e a outra metade não considero serem verdadeiras, e desde já peço desculpa a algum fã desta (terrível) fonte de informação.

Segunda-feira foi publicada no Correio da Manhã, pelo jornalista Alexandre M. Silva (que tinha gosto em dar-lhe duas palavrinhas) esta notícia: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/touro-colhe-jovem-antes-de-morrer-na-praca-de-monsaraz-com-video?nPagina=1#comentarios

até aqui tudo impecável e tudo a fazer o trabalho de cada um, como jornal e jornalista o trabalho é informar as pessoas, sem dar o seu toque pessoal (e nesse ponto os meus parabéns porque conseguiu manter o seu ponto pessoal fora da notícia)... agora entenda-se que com um trabalho desses de informar as pessoas exige algum conhecimento, pesquisa e cuidado na apresentação das coisas, caso contrário terá pessoas que sabem pouco mais do que o senhor a cair-lhe em cima e a chamar-lhe nomes, como é o meu caso.

"Touro colhe jovem antes de morrer na praça de Monsaraz"...dramático no mínimo, mas começa logo mal...os senhores estavam lá certo? Eu vi o carro do jornal. Vai na volta eram os senhores que estavam entretidos no bar, demasiado entretidos para repararem que estavam lá a um Sábado e não a um Domingo como vem na notícia, e para repararem também que o touro que colheu o "jovem" de 40 e poucos anos (não se informaram dessa parte?!) entrou nos curros e ainda vieram mais dois depois desse. Resumindo como faço às minhas crianças de 6 anos: o touro que fez a colhida não morreu a seguir :) txaraaaaaaaaaaan!

Deviam ainda informar-se do "jovem" colhido, porque ele foi assistido no local é verdade, mas transportado para o hospital distrital com um rasgão na perna...também não viram o sangue a escorrer não é? Pois...a minha sorte ainda é não gostar de cerveja, vai dando para ver um bocadinho mais que vocês.

Soluções para o vosso lapso do dia da semana, consultem o cartaz, espalhado pela vila e pela internet também, é boa solução visto que o vosso jornalismo é feito à base de cadeira e secretária, e reparem onde diz tourada de morte, é Sábado eheh palminhas! (isto se não for demasiado mau terem lá estado e não saberem que dia era...)

Tem vezes que tento, tento muito começar a simpatizar com vocês...mas saem-se com esta como é possível mudar de ideias? Não dá... Imensas desculpas, pode ser que numa próxima.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ainda nas touradas...

fica uma pequena parte de "Os Maias" de Eças de Queiroz.
“O marquês arrastara uma cadeira para o pé de Afonso, para lhe fazer a confidência dos seus achaques; mas como Dâmaso se metia entre eles, falando ainda da Mis t, decidindo que a Mist era chic, querendo apostar cinco libras pela Mist contra o campo - o marquês terminou por se voltar, enfastiado, dizendo que o Sr. Dâmasosinho se estava a dar ares patuscos... Apostar pela Mist! Todo o patriota devia apostar pelos cavalos do visconde de
Darque, que era o único criador português!...
- Pois não é verdade, Sr. Afonso da Maia?
O velho sorriu, amaciando o seu gato.
- O verdadeiro patriotismo talvez, disse ele, seria, em lugar de corridas, fazer uma boa tourada.
Dâmaso levou as mãos à cabeça. Uma tourada! Então o Sr. Afonso da Maia preferia touros a corridas de cavalos
O Sr. Afonso da Maia, um inglês!...
- Um simples beirão, Sr. Salcede, um simples beirão, e que faz gosto nisso; se habitei a Inglaterra é que o meu rei, que era então, me pôs fora do meu país... Pois é verdade, tenho esse fraco português, prefiro touros. Cada raça possue o seu sport próprio, e o nosso é o touro: o touro com muito sol, ar de dia santo, água fresca, e foguetes... Mas sabe o Sr. Salcede qual é a vantagem da tourada? É ser uma grande escola de força, de coragem e de destreza... Em Portugal não há instituição que tenha uma importância igual à tourada de curiosos. E acredite uma coisa: é que se nesta triste geração moderna ainda há em Lisboa uns rapazes com certo músculo, a espinha direita, e capazes de dar um bom soco, deve-se isso ao touro e à tourada de curiosos...
O marquês entusiasmado bateu as palmas. Aquilo é que era falar! Aquilo é que era dar a filosofia do touro! Está claro que a tourada era uma grande educação física! E havia imbecis que falavam em acabar com os touros! Oh, estúpidos, acabais então com a coragem portuguesa!...
- Nós não temos os jogos de destreza das outras nações, exclamava ele, bracejando pela sala e esquecido dos seus males. Não temos o cricket, nem o footbal, nem o runing, como os ingleses; não temos a ginástica como ela se faz em França; não temos o serviço militar obrigatório que é o que torna o alemão sólido... Não temos nada capaz de dar a um rapaz um bocado de fibra. Temos só a tourada... Tirem a tourada, e não ficam senão badamecos derreados da espinha, a melarem-se pelo Chiado! Pois você não acha, Craft?
Craft, do canto do sofá, onde Carlos se fora sentar e lhe falava baixo, respondeu, convencido:
- O quê, o touro? Está claro! O touro devia ser neste país como o ensino é lá fora: gratuito e obrigatório.
Dâmaso no entanto jurava a Afonso compenetradamente que gostava também muito de touros. Ah, lá nessas coisas de patriotismo, ninguém lhe levava a palma... Mas as corridas tinham outro chic! Aqueles Bois de Boulogne, num dia de Grand-Prix, hein!... Era de embatucar!”
(in “Os Maias” de Eça de Queiroz - 1888)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A minha alma continua parva...


Já aqui disse que sou a favor da festa brava, tourada e tudo o que vier por aí. Ninguém me pode atacar por isso assim como não ataco quem defende o contrário, e isto aqui nem se trata nada disso, mas há coisas que me fazem uma certa confusão.
Ora no vídeo diz uma senhora que não aparece na imagem "eu vim de propósito da Holanda para esta manifestação"...chego a arriscar que a crise é algo que não assiste a esta senhora, porque Espanha é ali mais perto, também tem muita tourada e se calhar ficava-lhe mais em conta...enfim.

Ao jornalista, só tenho a dizer que cada vez mais que deviam repensar bem o que dizem ou como perguntam. Há tempos publiquei aqui uma expressão usada pela TVI, muito mal usada diga-se, tenho um certo pânico às notícias na net, em sites de referência público, rtp, etc, que não há um dia que não apanhe erros, epa revejam antes de publicarem...erros dou eu que brinco a isto dos blogues de vez em quando. Neste vídeo o jornalista designa o sucedido como "atentado". Atentado, senhores?!?!?!
Então quer dizer se tiver bombas é fogo de artifício se tem cavalos é atentado...vá lá a correr contra uma parede, sff.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ju que me dizes? ;)


Era disto que eu falava há uns dias atrás quando foi o post das festas de Monsaraz.
É falta de cultura e pior, é falta de cultura por quem insiste em ser "revoltado de sofá", reclamam reclamam mas levantar o rabiosque está quieto!
"Não sabem o que é o mundo rural." ora aí está...senhores...quantos de vocês que reclama contra as touradas já passaram mais de 24h no meio do campo? já dormiram ao relento? O sofá é tão mais confortável...
Volto a dizer que do mesmo modo que respeito quem não gosta também acho que quem gosta deve ser respeitado.

Continuamos a ser pela festa brava!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Monsaraz!


Tenho saudades de muita coisa, e sinto a falta de outras tantas coisas, mas se houve coisa que pensei e pensei bastante este fim-de-semana foi nas festas de Monsaraz.
Porque quem lá vai sabe o que é e quem gosta volta.
E fico um bocado parva quando vejo notícias de pessoas que antes olhassem para aquilo que fazem primeiro e só depois falassem, certo é aquele que faz jus ao que diz, estúpido é quem critica e ainda faz pior...isso sim é labreguice!
Nunca fui de criticar opiniões e quem me conhece sabe perfeitamente que sempre aceitei o que os outros pensam mesmo que seja o inverso do que eu acho, nunca deixei de ouvir, e nunca deixei de argumentar o meu lado. Sei reconhecer a razão quando alguém a tem, e sem continuar a teimar numa coisa que sei que tenho razão. Em assuntos que nunca se vai chegar a consenso sei apresentar as minhas razões e sei ouvir as dos outros, não obrigo ninguém a "mudar para o meu lado" e nunca ofendi ninguém por isso, assim como espero sempre pelo bom senso da outra parte e que saiba respeitar o outro.
Pessoas pequenas criticam por criticar e não sabem nem metade da lenga-lenga, ao menos que o fizessem com justa causa, e aí sim seriam ouvidos e acima de tudo respeitados...lamentável que para tentarem chegar a esse respeito partam para as ofensas.

Eu sou por Monsaraz, e sou pela Festa Brava!
E quem não gosta...mete para o lado. Não estou aqui para agradar a ninguém.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Há cinco anos atrás também era assim...



mas nós andávamos de autocarro ainda...

Mais um ano mais um fim-de-semana de festas =)

                             
Castelo de Monsaraz, Sábado à tarde