Este ano o Natal vai ter algumas novidades. Posso começar pelo facto de ter um emprego que dia 15 de Novembro pode ser o pior ou o melhor dia das nossas vidas, porque é o dia que recebemos o planeamento do mês de Dezembro, e com ele o Natal e Passagem de Ano.
Será que estamos a voar?
Será que estamos em estadias ou night stop?
Será que estamos em casa?
Folga?
Eu posso dizer que passei mal até receber o meu, inclusive sonhei com todas as possibilidades e andava a dar em maluca.
Mas, no fim, não foi mau de todo, na Passagem de Ano dia 31 estou a trabalhar, mas chego ao final do dia a Lisboa, e depois folga até dia 3. O Natal, infelizmente, não é muito bonzinho mas também não é pior... chego dia 24 ao final da tarde e dia 25 à hora de almoço já me estou a apresentar para uma rotação de 3 dias. Pelo menos a 00h estou em casa, não é mesmo pior.
Mas voltando às novidades, com a mudança de casa para Lisboa, e porque o Natal e a decoração da árvore sempre foram dias especiais para mim, decidi que também teria que haver aqui no 1ºA :)
Só falhei no dia, já que com a minha mãe sempre montámos a árvore dia 8 de Dezembro, eu falhei este ano e teve que ser a 9.
Estou apaixonada pela minha primeira árvore de Natal.
Retirei três livros para o lado para ter o que ler até ao dia de Reis, just in case :)
"À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Recomenda-se
É simplesmente genial.
É dos escritores que me faz imaginar um cenário e manter-me sempre fiel a esse cenário até ao fim do livro.
Se alguma vez fosse adaptado ao cinema eu deveria apanhar uma enorme desilusão, porque com os livros de Valter Hugo Mãe eu imagino até os pormenores das caras das personagens. Está lá tudo, tudinho ao milímetro na minha cabeça.
A escrita lança logo a imagem de uma aldeia perdida algures, com pessoas do campo (pela sua linguagem), mas com traços de alguma modernidade. Tem o imaginário, a ficção, o romance, assuntos quotidianos, ironia e tudo fora do modo "viveram felizes para sempre" convencional e que nos é vendido como "romance". Várias vidas, várias personagens mas todas ligadas.
Genial.
Talvez me lance na "Desumanização" :)
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Das leituras:
Amigos para sempre
Os amigos cada vez se vêem menos. Parece que só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos é que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.
Nesta semana, tenho almoçado com grandes amigos meus, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.
Nada falha. Tudo dispara como se nos estivesse - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há décadas por realizar.
Há grandes amigos que tenho a sorte de o serem que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição.
Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se sempre que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar.
O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela existe.
Somos amigos para sempre, mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.
Miguel Esteves Cardoso
Nas minhas leituras está agora o livro "Como é Linda a Puta da Vida" de Miguel Esteves Cardoso, e tem textos simplesmente espectaculares. Vale bem a leitura :)
sábado, 23 de março de 2013
Crise para leigos como eu
A minha alma está parva. É o que consigo dizer para já.
Estive durante uma semana colada, completamente colada e incrédula, a 589 páginas.
Começo mesmo pelo início dos inícios...embora seja uma pessoa que goste bastante de ler, sempre tive um bocado receio de autores portugueses, ainda para mais porque hoje em dia toda a gente escreve um livro desde que o pai tenha dinheiro para pagar a uma editora. Grande parte das editoras já vê o trabalho facilitado. Mas não é o que está no objectivo da conversa. Não sei porquê sempre fui desconfiada em relação a autores portugueses, já li muitos que gostei, outros que gostei menos e outros que simplesmente detestei, assim como já aconteceu com autores estrangeiros. Até à data sou fã incondicional do João Tordo, que é português, novinho e parece que tem qualquer coisa de mórbido naquela mente, o que é muito bom para as histórias que escreve.
Desta vez, e porque me apeteceu sem razão aparente, em vez de ir à minha pilha de livros que estão por ler, fui a mesa de cabeceira da minha mãe, que são os mesmos livros desde há 8 anos para cá, até porque o que acaba por acontecer é eu tirar de lá, ler e meter no meu quarto e ela quando se lembra (muito raramente) vai lá buscá-los. Adiante, dei comigo a ver a A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos. Já tinha lido umas críticas de um jornal que o classificava como o Dan Brown português, o que não é nada mentira. Mas para além dessa parte verdadeiramente ficcionista está a parte verídica que é descrita no livro, com argumentos, nomes e dados reais sobre a crise.
Sou a pessoa mais leiga sobre economia e política que se pode conhecer, e admito que não faço esforço nenhum, mas mesmo nenhum. Mas ando cansada de ouvir as pessoas queixarem-se da crise para aqui e para ali, muitas percebendo tanto da crise quanto eu, só pelo que se vê ou se ouve...mas já parámos para pensar que os nossos media jogam para um lado? O lado que lhes convém, como é óbvio...ainda há dias me apercebi disso, eu que sou eu, a pessoa que liga 0 a notícias. Mas aquando o incidente na Bela Vista aqui em Setúbal, na tarde que falaram ter havido grandes confrontos nas ruas e etc etc, passei por lá, não porque queria, mas porque tem que ser, o pavilhão dos treinos é para aqueles lados e passo mesmo no sítio onde se deu o despiste do rapaz...tenho a dizer que na tarde de turbulência anunciada na televisão reinava a paz mais calma naquele local. Mas à noite quando vi as notícias não...tinha havido uma mini-guerra civil...engraçado...deve ter sido em outro bairro...
O que me faz não ligar muito a campos como política e economia é o simples facto de que não posso criticar porque não sei fazer melhor. Não percebo patavina nem de uma coisa nem de outra.
Este livro que acabei hoje dá uma explicação da crise e de conceitos e definições que eu bem que ouvia falar mas é o mesmo que vos falar de um pião exterior frente, interior trás, um ritberg ou um salshow, é tipo WTF?!
É, não é?
Pois, assim sou eu com PPP's, IRC, IRS, IVA, dívida pública, dívida privada, derivados e afins... (Atenção, tudo vocabulário aprendido no telejornal e livro em questão). A verdade é que fiquei com algumas luzes e as coisas já não são tão pretas assim. Consegui perceber a relação dos países com a crise, com o euro, com a comissão europeia. Não é nada mau... já tirava um 10 acho eu.
A parte mais ficcional do livro é a existência de um Tribunal Penal Internacional em que está a decorrer a audiência para conhecimento dos responsáveis pela crise a serem julgados por crimes contra a humanidade.
Sim, deveria existir, mas como se pune os soberanos de um país? Carregados de imunidade política e jurídica? Corruptos até mais não. Pois...não são...porque se protegem uns aos outros. Porque apenas pensam em ser reeleitos.
E somos nós, e os nossos votos em branco ou simples facto de nem votar, que ajudamos a que isso aconteça. Sim, é bonito criticarmos, é lindo dizermos que estamos muito mal e ai jesus que o Mundo vai acabar. Pois, mas enquanto houver gente que recusa trabalhos porque tirou um curso em Direito e aí que vergonha ir carregar caixotes numa empresa de congelados, e preferir viver à custa dos subsídios, aí sim o Mundo vai acabar. Enquanto formos estúpidos e mantivermos estúpidos nos altos cargos. Enquanto formos tão parvos que não olhemos para bons exemplos como a Islândia, que conseguiu superar o colapso dos seus três maiores bancos, voltar ao mercado internacional e baixar significativamente o desemprego. Porque somos tão casmurros assim?
Na minha ideia, somos simplesmente autênticos velhos do Restelo, nada fazemos, criticamos e agoiramos, e ainda atiramos para o ar, convictos de razão, que descobrimos grande parte do Mundo! Pois, e quanto dessa metade conseguimos manter até aos dias de hoje? Exacto. Nós, sentados à sombra da bananeira a dizer que descobrimos o Mundo e a seguir o entregámos de mão beijada. Nós que achamos que por termos descoberto o Mundo está tudo assegurado e já nada precisamos de fazer. Nós que por mais vezes que nos digam que temos má economia vamos sempre responder "mas somos o país mais antigo da Europa".
E depois..pufff...dá asneira.
Estive durante uma semana colada, completamente colada e incrédula, a 589 páginas.
Começo mesmo pelo início dos inícios...embora seja uma pessoa que goste bastante de ler, sempre tive um bocado receio de autores portugueses, ainda para mais porque hoje em dia toda a gente escreve um livro desde que o pai tenha dinheiro para pagar a uma editora. Grande parte das editoras já vê o trabalho facilitado. Mas não é o que está no objectivo da conversa. Não sei porquê sempre fui desconfiada em relação a autores portugueses, já li muitos que gostei, outros que gostei menos e outros que simplesmente detestei, assim como já aconteceu com autores estrangeiros. Até à data sou fã incondicional do João Tordo, que é português, novinho e parece que tem qualquer coisa de mórbido naquela mente, o que é muito bom para as histórias que escreve.
Desta vez, e porque me apeteceu sem razão aparente, em vez de ir à minha pilha de livros que estão por ler, fui a mesa de cabeceira da minha mãe, que são os mesmos livros desde há 8 anos para cá, até porque o que acaba por acontecer é eu tirar de lá, ler e meter no meu quarto e ela quando se lembra (muito raramente) vai lá buscá-los. Adiante, dei comigo a ver a A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos. Já tinha lido umas críticas de um jornal que o classificava como o Dan Brown português, o que não é nada mentira. Mas para além dessa parte verdadeiramente ficcionista está a parte verídica que é descrita no livro, com argumentos, nomes e dados reais sobre a crise.
Sou a pessoa mais leiga sobre economia e política que se pode conhecer, e admito que não faço esforço nenhum, mas mesmo nenhum. Mas ando cansada de ouvir as pessoas queixarem-se da crise para aqui e para ali, muitas percebendo tanto da crise quanto eu, só pelo que se vê ou se ouve...mas já parámos para pensar que os nossos media jogam para um lado? O lado que lhes convém, como é óbvio...ainda há dias me apercebi disso, eu que sou eu, a pessoa que liga 0 a notícias. Mas aquando o incidente na Bela Vista aqui em Setúbal, na tarde que falaram ter havido grandes confrontos nas ruas e etc etc, passei por lá, não porque queria, mas porque tem que ser, o pavilhão dos treinos é para aqueles lados e passo mesmo no sítio onde se deu o despiste do rapaz...tenho a dizer que na tarde de turbulência anunciada na televisão reinava a paz mais calma naquele local. Mas à noite quando vi as notícias não...tinha havido uma mini-guerra civil...engraçado...deve ter sido em outro bairro...
O que me faz não ligar muito a campos como política e economia é o simples facto de que não posso criticar porque não sei fazer melhor. Não percebo patavina nem de uma coisa nem de outra.
Este livro que acabei hoje dá uma explicação da crise e de conceitos e definições que eu bem que ouvia falar mas é o mesmo que vos falar de um pião exterior frente, interior trás, um ritberg ou um salshow, é tipo WTF?!
É, não é?
Pois, assim sou eu com PPP's, IRC, IRS, IVA, dívida pública, dívida privada, derivados e afins... (Atenção, tudo vocabulário aprendido no telejornal e livro em questão). A verdade é que fiquei com algumas luzes e as coisas já não são tão pretas assim. Consegui perceber a relação dos países com a crise, com o euro, com a comissão europeia. Não é nada mau... já tirava um 10 acho eu.
A parte mais ficcional do livro é a existência de um Tribunal Penal Internacional em que está a decorrer a audiência para conhecimento dos responsáveis pela crise a serem julgados por crimes contra a humanidade.
Sim, deveria existir, mas como se pune os soberanos de um país? Carregados de imunidade política e jurídica? Corruptos até mais não. Pois...não são...porque se protegem uns aos outros. Porque apenas pensam em ser reeleitos.
E somos nós, e os nossos votos em branco ou simples facto de nem votar, que ajudamos a que isso aconteça. Sim, é bonito criticarmos, é lindo dizermos que estamos muito mal e ai jesus que o Mundo vai acabar. Pois, mas enquanto houver gente que recusa trabalhos porque tirou um curso em Direito e aí que vergonha ir carregar caixotes numa empresa de congelados, e preferir viver à custa dos subsídios, aí sim o Mundo vai acabar. Enquanto formos estúpidos e mantivermos estúpidos nos altos cargos. Enquanto formos tão parvos que não olhemos para bons exemplos como a Islândia, que conseguiu superar o colapso dos seus três maiores bancos, voltar ao mercado internacional e baixar significativamente o desemprego. Porque somos tão casmurros assim?
Na minha ideia, somos simplesmente autênticos velhos do Restelo, nada fazemos, criticamos e agoiramos, e ainda atiramos para o ar, convictos de razão, que descobrimos grande parte do Mundo! Pois, e quanto dessa metade conseguimos manter até aos dias de hoje? Exacto. Nós, sentados à sombra da bananeira a dizer que descobrimos o Mundo e a seguir o entregámos de mão beijada. Nós que achamos que por termos descoberto o Mundo está tudo assegurado e já nada precisamos de fazer. Nós que por mais vezes que nos digam que temos má economia vamos sempre responder "mas somos o país mais antigo da Europa".
E depois..pufff...dá asneira.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Vale a pena...
Fernando já deixou de ouvir as palavras, não dorme, mas saiu dali a pensar. Tudo por causa de uma palavra. A palavra é "sinédoque" e a boca torce-se ao pronunciá-la. Fernando disse-a algumas vezes baixinho e pensa agora na definição, "Figura de estilo que consiste em tomar a parte pelo todo ou o todo pela parta; o género pela espécie ou a espécie pelo género, etc.". Diverte-o esta definição porque parece aplicar-se a todas as palavras. Depois pensa no et caetera e começa a esticá-lo, "Um verbo por uma vida, um gesto por um ser, palavras por um pensar". Na frase "O professor é monótono", Fernando encontra três sinédoques e uma tristeza muito grande.Nuno Camarneiro em "No Meu Peito Não Cabem Pássaros
Fernando passou o resto do dia a encontrar sinédoques para onde quer que olhasse. "Como toda a gente", pensou. "A vida é dura", "Um homem não é de ferro", "Deus é grande". Mas há quem não tenha uma vida dura e seja de ferro e tenha um deus pequenino. É gente que testa a regra ou então que anda por aí calando e faz como vê fazer. Se um dia alguém se levantar no eléctrico e disser que é feliz, provavelmente será linchado, talvez até ignorado. Porque é que ninguém é feliz nos eléctricos?
As pessoas gostam de usar palavras que não são de ninguém. Todos os dias há milhões de sentimentos, de desejos, de opiniões expressas com palavras forasteiras. Quantas vezes serão os sentimentos a adequar-se às palavras, e não o contrário? Seremos tão parecido que não precisemos de encontrar as palavras que nos sirvam?
Os artistas têm muitos nomes para diferentes azuis, os esquimós têm muitas palavras para diferentes tipos de gelo. Os apaixonados deveriam ter também muitas palavras para "amor": o amor da manhã, o amor do fim, o amor do passado, o amor possível. Todos deveríamos ter diferentes palavras para "eu": o eu que eu sinto, o eu que tu vês, o eu que eu não sou. A parte pelo todo ou o todo pela parte. Andamos nisso, a praticar sinédoques como se falássemos ou quiséssemos bem a alguém, tomando a parte pelo todo que não haveremos nunca de conhecer. Assim, conseguimos dormir muitas noites enquanto dizemos para dentro "está tudo bem, não penses mais nisso". Isso em que não pensamos é o resto do todo. São as horas que não vivemos, as palavras que não nos são ditas, as espinhas que pomos de lado tão gulosos da carne. Ninguém apanharia um eléctrico sem sinédoques, ninguém é tão forte.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Ainda nas leituras...
Que A Sombra do Vento é o meu livro preferido até à data, não há dúvida nenhuma; que Carlos Ruiz Záfon juntamente com João Tordo são os escritores preferidos até à data, também não há dúvida nenhuma.
Mas este Prisioneiro do Céu tira qualquer um do sério... 400 páginas em dois dias e nem dei conta disso. É simplesmente genial! Não tira o mérito ao primeiro, primeiro é primeiro e A Sombra do Vento é do melhor até agora. O segundo livro do autor já não gostei tanto, é Barcelona descrita como só ele sabe, é a escrita dele, mas não tem tanto encanto como o primeiro e agora o terceiro.
Fiquei vidrada durante dois dias e só tinha vontade de voltar a ler os outros dois livros anteriores. Apesar de serem as mesmas personagens, os livros são independentes uns dos outros e podem ser lidos na sequência que o leitor quiser.
Barcelona aos olhos deste senhor é ainda mais encantadora.
Mas este Prisioneiro do Céu tira qualquer um do sério... 400 páginas em dois dias e nem dei conta disso. É simplesmente genial! Não tira o mérito ao primeiro, primeiro é primeiro e A Sombra do Vento é do melhor até agora. O segundo livro do autor já não gostei tanto, é Barcelona descrita como só ele sabe, é a escrita dele, mas não tem tanto encanto como o primeiro e agora o terceiro.
Fiquei vidrada durante dois dias e só tinha vontade de voltar a ler os outros dois livros anteriores. Apesar de serem as mesmas personagens, os livros são independentes uns dos outros e podem ser lidos na sequência que o leitor quiser.
Barcelona aos olhos deste senhor é ainda mais encantadora.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Das leituras...
Aqui há tempos estava a ler um livro que pelo título o meu comentário foi: "é mais do mesmo...", o livro chamava-se A última testemunha de Auschwitz, não foi 100% mais do mesmo, foi um bocado mas não por completo. É claro que é sempre chocante, estamos a falar de relatos de acontecimentos reais, que nos deixa a pensar como é possível algo deste género ter acontecido...e nem foi assim há tanto tempo.
Quando o acabei foi pela altura do meu jantar de despedida em Sines, e estava de conversa com uma amiga do trabalho que me aconselhou outro livro também acerca do campo de Auschwitz mas de outra perspectiva, continua a ser visto de dentro, por um judeu Italiano, mas tem outra maneira de ver o campo, fala mesmo das leis (ou falta delas) dentro do campo, regulamentos e hierarquias, o modo de funcionar, como sobreviver. Não é um relato igual a tantos outros já publicados é mais um relato sobre as estratégias de sobrevivência, com referência a acontecimentos claro, mas a explicar como funcionava lá dentro.
"A memória é um instrumento curioso: enquanto estive no campo, dançaram-me na cabeça dois versos escritos por um amigo meu há muito tempo:
Daqui, recomenda-se: Se Isto É Um Homem de Primo Levi
Quando o acabei foi pela altura do meu jantar de despedida em Sines, e estava de conversa com uma amiga do trabalho que me aconselhou outro livro também acerca do campo de Auschwitz mas de outra perspectiva, continua a ser visto de dentro, por um judeu Italiano, mas tem outra maneira de ver o campo, fala mesmo das leis (ou falta delas) dentro do campo, regulamentos e hierarquias, o modo de funcionar, como sobreviver. Não é um relato igual a tantos outros já publicados é mais um relato sobre as estratégias de sobrevivência, com referência a acontecimentos claro, mas a explicar como funcionava lá dentro.
"A memória é um instrumento curioso: enquanto estive no campo, dançaram-me na cabeça dois versos escritos por um amigo meu há muito tempo:
...até que um dia
já não terá sentido o amanhã.Aqui é assim. Sabem como se diz "nunca" na gíria do campo? "Morgen Fruh", amanhã de manhã."
Daqui, recomenda-se: Se Isto É Um Homem de Primo Levi
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de junho de 2011
Comer, Orar, Amar
Comecei a ler este livro há alguns tempos, tem sido difícil jogar com o pouco tempo livre, mas ontem terminei o livro 1, o que a autora destinou a ser o capítulo para a sua estadia em Itália.
O certo é que até nem sou de me apegar muito aos livros, aos relatos etc, mas este fez-me viajar...
Itália é provavelmente o meu país de eleição, (de cidade preferida ninguém me tira Barcelona) e ler todas as descrições do lugar, da comida, da cultura e tradição...acho que acabei esta parte do livro com vontade de voltar a Itália para aquelas belas massas e pizzas.
Esta senhora, numa altura qualquer da sua vida, fez 12 meses de turismo, só aquilo que eu tanto queria...e que se inicia em Agosto ;) Infelizmente não tem paragem prevista em Itália, mas quem sabe se dê um jeitinho...
sexta-feira, 11 de março de 2011
Se perguntarem por mim...digam que voei!
![]() |
| Carlos Ruiz Zafón |
O que gosto mais? De achar que volto a Barcelona sempre que leio uma página deste senhor. Porque ele sabe levar-nos até essa cidade espectacular, sabe dar-nos a conhecer todos os cantos e recantos da cidade, acho que já sei fazer todos os percursos das suas personagens.
Cada livro é uma viagem, à sua fiel Barcelona. Gosto bastante!
;)
*
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Livrarias,,,
Há quem tenha problemas com lojas de roupa e sapatarias,
ainda há outras, como a nossa Soraia, que adoram lojas de CD's,
o meu pai é maluco por feira das velharias, e a nossa Licas também...
eu perco-me com livros...e no fundo, como uma pessoa que vai aos saldos e faz um achado de uma peça espectacular por um preço ainda mais espectacular, assim sou eu nas livrarias...
E hoje não foi excepção, fui a uma livraria muito simpática que abriu agora em Évora, estive uns 10 minutos à conversa com a senhora, que ainda está a fazer o inventário da loja e por isso nada de novidades ainda, prometeu que para a semana já está apta a receber tudo e mais alguma coisa, talvez todos os montes de caixotes e livros por meter nas prateleiras também criem um cenário tão apetecível, mas o meu comentário quando saí dali foi realmente "ficava ali um montão de tempo de livre vontade!".
Foi até à Nazareth que é só dos sítios menos recomendáveis em Évora, mas queria mesmo encontrar o dito livro, mal me lembrei eu que estamos em altura de saldos...pois é...as livrarias também têm saldos...e dos bons! Acabei por não encontrar o meu livro, mas também pode esperar mais um dia ou dois, em compensação encontrei um, lá num montinho escondido, daqueles grandes e a metade do preço!
Muito bom. Conclusão: o meu dia feliz começou às 14h.30m e desde aí tem sido uma maré de alegria.
=)
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